Instalações do Grupo Desportivo de Porto D’Ave foram assaltadas

As instalações do Grupo Desportivo Porto d’Ave, na Póvoa de Lanhoso, foram assaltadas, tendo sido roubadas “praticamente todas as chuteiras” do plantel sénior, além de bolas e equipamentos de treino, disse hoje à Lusa um diretor do clube.

Segundo Bruno Vieira, do Departamento de Futebol, só em chuteiras o prejuízo deverá ascender a mais de 10 mil euros.

“Só escaparam as chuteiras dos guarda-redes, que estavam guardadas num outro espaço”, referiu.

Em termos de bolas, foram roubadas cerca de 20, preparando-se o clube para gastar de imediato 1.200 euros para repor o ‘stock’.

“Levaram ainda equipamento de treino, como camisolas térmicas, além de um televisor que servia para visionarmos os jogos”, acrescentou Bruno Vieira.

O assalto foi registado na noite de segunda para terça-feira, tendo os ladrões entrado por uma janela que dá diretamente para o balneário e a arrecadação do plantel sénior.

“Só pode ter sido alguém que conhecia muito bem os cantos à casa”, disse ainda aquele dirigente.

O Grupo Desportivo Porto d’Ave milita no principal escalão da Associação de Futebol de Braga (Pro-Nacional), ocupando atualmente o segundo lugar na classificação geral, a dois pontos do primeiro, o CCD Santa Eulália.

No próximo domingo, recebe precisamente o Santa Eulália.

“Este assalto, além de um grande rombo nas nossas finanças, significa também um forte revés na preparação do jogo de domingo”, rematou Bruno Vieira.

O caso já foi participado à GNR, que iniciou uma investigação.

Até ao momento já foi criada uma onda de solidariedade segundo a página oficial de facebook do clube “O Grupo Desportivo de Porto d’Ave vem, por este meio, demonstrar a sua tremenda gratidão a toda a comunidade e às várias Instituições (desportivas ou não), pela solidariedade e ajuda que nos fizeram chegar ao longo dos últimos dois dias, face aos acontecimentos criminosos da passada noite de segunda-feira, que custaram ao nosso clube prejuízos de vários milhares de euros.

A onda de solidariedade demonstrada faz-nos acreditar que, apesar da enorme frustração que sentimos, vale a pena continuar a trabalhar pelos nossos jovens, pela nossa equipa sénior, por esta instituição e pelo seu impacto positivo no desenvolvimento da nossa comunidade.

Queremos, ainda, agradecer aos diversos órgãos de comunicação social, locais ou nacionais, que noticiaram este roubo e os prejuízos por ele causados, e que ajudaram a que uma causa e uma revolta de um pequeno clube se tornasse, como pudemos ver, na revolta de toda uma região por uma sociedade mais honesta, saudável e assente na solidariedade e entre-ajuda.”

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